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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Hoje em dia estou convencido de que um ser humano deveria sempre preservar sua mente serena e em paz, nunca permitindo que uma paixão ou um desejo passageiro perturbe sua tranquilidade. Se algo que você faz, mesmo sendo um estudo, enfraquece seus afetos e destrói seu gosto pelos prazeres simples onde nada de mal pode haver, então essa sua atividade não é boa, não convém à mente humana.

Mary Shelley in Frankenstein.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Uma pitada de leveza


A leveza é uma coisa tão difícil de descrever. Ao menos pra mim. Não é algo que a gente possa ver, pegar. Não é bem um sentimento. Não é algo que se deseje possuir. Mas é, sem dúvidas, uma coisa que a gente precisa ter na vida.
Colocar uma pitada de leveza no nosso dia faz com que a gente se sinta melhor. Seja parando um pouco pra respirar. Seja trocando uma palavra de carinho. Um beijo. Um abraço. Seja, simplesmente, olhando lá fora. Não existe uma fórmula para leveza. Pode estar na vista da sua janela, no seu café da manhã ou num momento de inspiração no meio da tarde.
É algo que a gente precisa quando sentimos aquele peso da vida, sabe? Aquele momento de estresse, aquele cansaço físico, aquela rotina, aquele sapato apertado. A gente sabe que está precisando de um momento de leveza quando até nos nossos pensamentos a gente consegue sentir o peso das coisas. E, as vezes, como pesa…
Se eu pudesse, eu encheria potes com doses diárias de leveza e distribuiria por aí. No trânsito, nas filas de banco, nas brigas de casais, nas salas de espera dos hospitais, nas reuniões de trabalho, nos telefonemas de cobrança, nos e-mails. Se eu pudesse, seria eu a própria leveza. Para visitar diariamente todos que carregam um peso maior do que podem aguentar. Se eu pudesse, tiraria a mão da frente dos olhos de todo mundo, porque as vezes a leveza está bem na nossa frente mas o peso do dia não nos deixa enxergar.
As vezes, você fica mais leve só de parar para escrever. Só de parar para ler. Para ouvir. Para comer. Para ver. Para amar.
Quando você deixa o pensamento sair vagando por aí. E muitas vezes tem a grata surpresa de encontrar alguma coisa linda. Ou alguém. E preencher um espaço que, mesmo com todo peso do mundo, continuava vazio. Um espaço que só pode ser preenchido por ela, a leveza da vida.
Então, se hoje eu pudesse dar um presente, seria uma pitada de leveza para cada um colocar no seu dia.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Desprendimiento

Dulzura de sentirse cada vez más lejano.
Más lejano y más vago... 
Sin saber si es porque las cosas se van yendo
o es uno el que se va. 
Dulzura del olvido como un rocío leve cayendo en la tiniebla... 
Dulzura de sentirse limpio de toda cosa. 
Dulzura de elevarse y ser como la estrella inaccesible y alta, 
alumbrando en silencio...
En silencio,
¡Dios mío!...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Quando acabar, o maluco sou eu!

Não acredito ainda nisso, uma pessoa que sempre me pareceu tão centrada, tão coesa, tão confiante... Na verdade era apenas um inseguro carente, que enfia os pés pelas mãos o tempo todo. Não quer se envolver com ninguém, mas tem medo de ficar sozinho.
Na boa gato, é meio óbvio que tu vai acabar sozinho, provavelmente num asilo, ou algo do tipo, recebendo jovens estudantes e militantes, pra contar as tuas histórias de juventude. E eles vão te achar o máximo, e isso vai te fazer acreditar que é importante pra alguém. Espero que tu receba visitas, pelo menos.
Mas voltando ao presente, sumir da vida de alguém, e depois perceber que a vida dela não parou por tua causa, (inclusive que outras pessoas ocuparam um lugar que tu nunca se interessou), e bancar o ciumento passivo-agressivo, não faz sentido.
Então não me venha com pedras na mão, não perturbe, vai cuidar da sua vida, solitária, como tu escolheu.
E me deixe ser feliz.
Nada mais de rebordosa pra ti.

sábado, 9 de julho de 2011

Tocando em Frente


Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou



Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

(...)

Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Composição: Almir Sater e Renato Teixeira 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Desaniversário

Dois meses e dez dias. E não teve um dia sequer que não pensei no assunto.
Mas cada dia de uma maneira diferente.
Já passei pela fase do perdão, da raiva, do desprezo, da raiva de novo (essa foi mais constante), de desapego, e estranhamente, não sei em que fase ando.
Olho fotos, e tudo parece tão distante, tão longe.... longe... como se tudo tivesse acontecido há séculos.
Descubro fotos novas, que são a prova de que a vida continua, e me parece estranho. Tem certeza? Era isso mesmo? As pessoas sem as máscaras que vestimos nelas são tão diferentes.
Toco minha vida todo dia. Tomo atitudes de mudança todo dia. E aceito as mudanças, todo o dia.
Aprendizado.
Estou aberta pra vida. Mesmo com os machucados ainda cicatrizando.
Não preciso esperar nada.
Toda hora, é um bom momento para recomeçar.
Ainda sinto os momentos de raiva, mas não tento mais entender. Aceito. A vida tem seus devaneios, e nos arremessa por eles. Não há motivo para tentar entender. Apenas tocar em frente.
Preocupações demais não ajudam em nada. Sofrer não ajuda. Lamentar, reclamar, procurar culpados, não ajuda.
O sentimento precisa fluir, mas é preciso ter controle, até onde ele vai comandar? Não vai. Posso ficar mal, mas isso não precisa ser o todo. Toda dor de cotovelo é passível de ser superada.
E lá vamos nós. 



sábado, 30 de abril de 2011

Antítese

Como pode passar um coração do dilúvio à seca?
Preciso aprender a buscar as coisas nos lugares certos.
A paz que estou precisando, não está nas multidões, não está nas noites, e tampouco num copo de cerveja.
Mas às vezes é difícil ficar em silêncio com meus pensamentos, não sei se estou preparada pra ouvir o que eles tem pra me dizer.
Mudar o enredo dos pensamentos não é fácil, e só porque um filme saiu de cartaz, não quer dizer que eu não veja as reprises.
Elas ajudam, sim. Gastam. Cada vez que projeto uma, ela fica mais amena, mais distante, menos dolorida. E a cada projeção, mexo com as cores. Crio uma intriga aqui ou ali, idealizo uma cena, mudo os personagens de lugar, ou em algumas projeções mais doloridas, destaco um personagem: de coadjuvante à protagonista.
Pra nao ficar assistindo essas reprises, busco a noite, o barulho, pessoas, outros pensamentos. Descubro assombrada que não tenho muita paciência pra nada disso. Quero as pessoas, mas não quero. Quero a noite, mas quero estar em casa. Quero o barulho, mas ele me incomoda.
Nada me satisfaz.
Estou buscando coisas erradas nos lugares errados, ou melhor, estou buscando não sei o que, em qualquer lugar.
Sei que preciso encontrar o foco de novo, uma tsunami passou e mudou todos os planos, agora, eu me viro com os destroços. Não, nem tudo é tragédia. Minha casa interior está sendo reconstruída. Amigos, família, religião, tudo isso está recriando os alicerces, logo mais, vem a decoração. Logo mais ela será habitada.
Logo mais... logo mais eu volto. Inteira.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Starting a gratitude practice

1. Commit.
2. Begin.
3. Write it down.
4. Feel it.
5. Choose a set time of day.
6. Practice present-moment gratitude.
7. Share the gratitude.
8. Don’t stop once you start to see results!
9. Allow yourself to be human.

domingo, 10 de abril de 2011

Novas quedas

Não queria, alias, ninguém iria querer isso, a não ser que seja muito masoquista. Mas sinto que está acontecendo tudo de novo. Além da separação física, parece que a separação de almas esta acontecendo.
Ausências, ausências, ausências...
Nada de emails, nada de mensagens, nada de contato ou lembrança, nem um oizinho. No máximo uma resposta quando faço uma pergunta.
Quantos compromissos uma pessoa pode ter, que não existe tempo pra uma mensagem de boa noite? Se o trabalho é a prioridade na vida, então, por conseqüência, o amor não é mais. No máximo um segundo lugar, a não ser que tenha que competir com a tese, ou com a militância, a faculdade, ou com qualquer coisa mais importante, como a previsão do tempo, sei lá. Então outras e outras coisa serão prioridade.
Por mais que tenha sido combinado, cada um segue sua vida, desculpa, mas não dá. Eu não sei seguir com a minha vida, enquanto parte dela está em outro lugar.
Não digo que estagnei tudo, continuei trabalhando, estudando, lendo, bebendo, mas em relação a pessoas, ah, como elas me aborrecem! Quantos homens desinteressantes, narcisistas, pouco criativos. Mudou o mundo, ou mudei eu? Acho que eu mudei, não consigo nem aceitar um convite pra sair. Só de pensar me dá preguiça! Fora que não estou nem um pouco interessada em nenhum tipo de contato físico, ok?
O problema é, não consigo, nem quero me desvincular dessa relação a distância, poderia mantê-la por muito tempo. Só que eu também preciso que duas pessoas estejam presentes, e não eu sozinha. Se é pra ficar sozinha, então é melhor abortar a missão de uma vez, e não ficar numa corda bamba, tentando descobrir o que está acontecendo.
Quando a solidão bateu, eu fui a escolha óbvia, mas agora que ela não se mostra tanto, eu também não sou necessária. Oi? Virei muleta. Apenas isso. Um placebo, um engodo, um passatempo.
E agora, sozinha em casa, numa sexta à noite - quase bêbada, já que fiz dessa garrafa de vinho a minha muleta - eu fico me perguntando... na verdade são tantas perguntas que nem sei.
Fui eu? Insisti quando não devia? Deixei me levar? Não percebi que não estava tudo bem? Não, eu percebi sim. Senti a mesma coisa em Minas. Mas desta vez foi mais sutil. O trabalho? Ah, sim, o trabalho, claro. O golpe de misericórdia. O carrasco piedoso, "eu não queria te matar, mas são ordens". "Eu não queria te dar o fora, mas a minha cabeça anda confusa". Sei.
Quando uma pessoa muito íntima atende o telefone, e te chama pelo nome, sendo que existem milhares de outros apelidos, isso quer dizer alguma coisa?
Tenho um amigo, que namora um cara em outro país. Milhares de quilômetros de distância, que não impedem que eles se falem pela webcam todo dia. Os dois são muito ocupados, mas conseguem se falar. E eu? Menos de 400 quilômetros, e sou chamada pelo nome. Só faltou manda "um abraço" no final.
Não posso seguir com a minha vida e "esquecer", quando existem assuntos pendentes. Se fosse apenas uma affair, tranquilo, mas existem sentimentos mais sérios envolvidos. Ou será que é apenas uma relação unilateral?
Não sou ciumenta, sentimental demais, nem paranóica, mas tenho uma intuição que não me trai. E sei exatamente, quando alguma coisa está fora da ordem.
E este é um desses momentos.
E como confio na minha intuição, sei muito bem o que aconteceu. E posso aceitar.
Mas não aceito a covardia. Onde está o homem na hora de dar uma má noticia? Onde ele está que não tem coragem de avisar que não quer mais continuar?
Pior do que a raiva, a tristeza, a mágoa, é a decepção.
Desculpa gatinho, mas agora quem não quer mais sou eu.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sonhos I

Depois de um longo trabalho, pesquisando e coletando dados, ela resolveu seguir a dica de alguém, cujo rosto não ser recordaria nunca mais. O homem lhe falava pra entrar na água, ela ia gostar.
Tratava-se de um rio pequeno, com algumas pedras grandes no seu leito, não era mais largo que alguns poucos metros,mas era fundo o suficiente para que pudesse ficar de pé e com a cabeça pra fora.
A princípio, a água parecia gelada, mas rapidamente essa sensação passou, e o rio mostrou-se quente e confortável, poderia passar horas ali dentro.
Alguns amigos estavam do lado de fora, observando das pedras, mas nenhum entrou, apenas observavam e sorriam com o seu deslumbramento.
Estar dentro daquele rio transmitia tanta calma, tanta paz... ela podia sentir o sol no seu rosto, e a água refrescando seu corpo, e aquela água tão clarinha, tão transparente, que podia ver a unha de seus pés pintados de roxo. Ali dentro encontrou a paz que não encontrava há muito tempo. Finalmente tudo fez sentido. Finalmente conseguiu perdoá-lo. Finalmente encontrou forças para seguir em frente.


No meio de toda essa epifania, quando parecia que aquele momento não poderia ser mais mágico, uma grande surpresa acontece. De repente, ela vê uma agitação na água, vindo da cabeceira do rio.
São peixes, centenas deles. Mais do que isso, são carpas, coloridas e brilhantes, laranja, rosa, pretas e brancas.
Elas passam por ela, beliscam seu corpo, nadam ao seu redor, como numa dança mágica.
A carpa representa força para alcançar os objetivos, perseverança, superação, conquista. Representam jóias vivas que nadam.
Com certeza, esse sonho é um presente, foi uma visita a algum lugar espacial.
E trará boa sorte.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Nem um oceano...

Quando é pra acontecer, flui.
Nada de complicações, nada de cobranças, nada de paranóia.
Apenas a simplicidade da certeza.
Seja qual for esta certeza.
Pois de um jeito ou de outro, já está decidido.


sábado, 2 de outubro de 2010

Regressando

(...)
De tanto volver a ese punto
comprendí que no necessito
tantos caminos para andar,
ni tantos sílabas externas,
ni tantos hombres ni mujeres,
ni tantos ojos para ver.
(...)

IX Regressando, do livro Fim de mundo.
Pablo Neruda

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Anjos




Ontem à noite, encontrei dois anjos. Não no sentido religioso da coisa, nao anjos com asas e roupas brancas, e tocando harpas. Aliás, ambos tocam, mas tambores e flautas. Tocam uma música cheia de ritmo, falam de amor e de saudade, e sentem esse amor com tanta intensidade, que te fazem sentir pequeno por nunca ter conseguido amar assim. Mas eles nao te condenam, ainda assim, eles te amam, e te tratam bem, e te acolhem e abraçam, e te beijam, e dizem que gostam muito de ti. Que loucura perceber que esse corpo e alma cheio de desvirtudes, pode alegrar aos anjos...

Ontem, quando percebi que eram anjos, era madrugada, e eu já estava naquele estado de consciência que alterna entre o plano físico e o etéreo (o que na verdade é uma maneira muito mais bonita de chamar meu estado de bebedeira), mas pude ver com muita clareza.
Um deles, a mais delicada, tem o corpo magro, e os olhos agitados, esses olhos se impresionam com o mundo, e tem tanto amor, mas tanto amor, que parece até que esse mesmo amor que a alimenta, a faz sofrer. Esse anjo ri, bebe, recita poesias, sonha, se apaixona, e faz todos ao seu redor se apaixonarem também. Esse anjo cativou todas as crianças ao redor, é livre, absolutamente livre, e por isso os homens tambem se apaixonam por seu corpo miúdo, que contrasta com sua alma imensa.
O outro anjo, (se é que anjos tem sexo) era um homem. Ele também era lindo, tinha até os cabelos cacheados. Ele toca, e dança, e brilha, e fez com que eu me apaixonasse. Seus olhos sao vivos, sua emoçao, sua empolgação, sua vontade de mudar o mundo contagia quem se aproxima. E quando ele pronuncia  seus sábios conselhos de ancião o mundo pára.
Tem tanto que deixei de falar, da coragem, da poesia, da magia da companhia deles, da energia leve que os acompanha...
Exagerei? Foi assim que os vi ontem. Lindos e livres, com Neruda, cerveja e lua cheia.

quarta-feira, 24 de março de 2010


Sei o que me faz bem.
Estar de boa com as infinitas, rir com o pessoal da faculdade, yoga, chimas na redenção, bar na sexta de noite, samba bem dançado, ler antes de dormir, comida da vó, ficar com a família, falar bobagem com a mãe, nascer do sol de mãos dadas, beijo na chuva, estar apaixonada, rezar, silêncio de igreja, baforada de preto velho, passe de centro espírita, cozinhas com muitos temperos, disco de vinil, mar de Santa Catarina, cheiro de arruda, lembrar do passado, goiaba do pé, vinho no inverno, emagrecer, banho com sabonete da Natura, sapato que não machuca, roupa com cheiro de nova, acabar uma prestação, achar dinheiro no bolso, discutir política, gente interessante, churrasco do semestre, fazer os outros rirem, beijo na boca, ler e gostar depois, falar e nao se arrepender, encontrar amigos de muito tempo, verdura comprada na feira, olhos com brilho de vida, nostalgia, esperança.
É uma lista grande.
Vou usar pra quando me sentir desanimada com alguma coisa.
Aceito sugestões pra aumentá-la!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mensagem para as mulheres...

Só pra não deixar passar em branco, publico esse texto. Foge um pouco do contexto "mulher lutadora, batalhadora, blablabla".



Fica também a dica de blog.

http://anandaespaco.blogspot.com/

Hoje dia 8 de março se comemora o Dia da Mulher, mas acho que mais importante do que a midia faz ou, os presentes que "por acaso" lhe derem, é a sua própria convicção do valor imenso que você tem, a mulher traz em si o poder de amar, nutrir e proteger outros seres.
Bri. Maya Tiwari, diz em seu livro " O caminho da prática", que as mulheres sempre foram consideradas guardiãs das práticas que conduzem a uma vida mais saudável, assim, quando fortalecemos nossa saúde e nosso poder espiritual, estamos também fortalecendo a saúde e a sabedoria dos homens, das crianças e das comunidades que nos cercam. Hoje pense nisso e se fortaleça, busque dentro de você essa força do feminino que vem da Mãe natureza e já é inata em nós mulheres, dê a si mesma alguns presentes, mas não presentes que você compra, mas sim presentes onde você age e faz por você mesma.
Cito aqui algumas formas pra você fazer isso, algumas são minhas, outras tirei do livro " Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés, editora Rocco:
...reler trechos de livros e poemas isolados que lhe comoveram. Ver novamente aquele filme em que quando terminou, deu vontade de começar de novo. Passar até mesmo alguns minutos junto a um rio, um córrego, um regato (vale até mesmo o lago do Jardim Botânico). Ficar deitada no chão, observando o passar das nuvens. Ficar com quem ame, sem ninguém por perto para incomodar. Sentar na varanda tricotando, tomando um chá, ou simplesmente, não fazendo nada, só deixando o tempo passar. Caminhar ou passear de carro por uma hora, em qualquer direção, e depois voltar. Apanhar um ônibus qualquer, com destino desconhecido. Tocar um instrumento, cantar bem alto ou dançar , sem medo de ser feliz. Assistir ao pôr do sol. Ir de carro a um lugar onde as luzes da cidade não prejudiquem a visão das estrelas. Orar com fé. Estar com uma amiga especial ou amigas especiais. Ficar sentada numa ponte com as pernas balançando no ar (aqui vale de novo a do jardim botânico). Sentar-se num circulo de árvores. Secar o cabelo ao sol. Brincar na chuva. Plantar, mexer na terra. Contemplar a beleza de uma flor. Embelezar-se para você mesma, colocar uma roupa que se sinta muito especial (adoro vestidos), passar perfume, cremes, mesmo que você vá ficar em casa. Sentar-se junto a uma janela num café e escrever, escrever o que vier à cabeça, escrever para uma amiga ou amigo distante no tempo ou fisicamente...tantas coisas simples a se fazer, não acha? E, não precisa ser só hoje, faça algo assim em todas as vezes que sentir que está se afastando dessa força e alegria do feminino!
Se você tiver mais dicas, mande pra mim.Vou adorar compartilhar!

(http://anandaespaco.blogspot.com/2010/03/mensagem-para-as-mulheres.html)


domingo, 6 de dezembro de 2009

...

Não adianta tentar de novo, algumas coisas tem seu tempo, e o tempo passado é irrecuperável.
Ontem, não foi como das outras vezes, foi estranho, foi distante... apesar do ritual ser o mesmo e os corpos serem os mesmos, as mentes não eram mais as mesmas. Tens tuas dores, e eu as minhas.
De qualquer forma, foi como repetir a mesma história de algumas semanas atrás.
Não vamos ficar juntos.
Posso ter teu corpo por algumas horas, nada mais.
Mas como foi bom tê-lo.
Jan Saudek

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Como da noite pro dia


Voltei mundo! To viva! Confrontei meus fantasmas, cara a cara. Falei o que queria, e adivinha só? quado falei, saiu de mim, e agora nao dói mais nada!
Pode até ser que tenha feito alguem perder sono... bom, mas esse mereçe!
Aproveitei a brecha, e joguei os pensamentos.
Como toda virginiana que se preze, fui suscinta, discreta, moderada, e mantive a tradicional cara blasé de sempre. Leia-se fui fria e racionalista, como sempre, por isso ninguem me leva a serio: coraçao de pedra, coraçao gelado, sem coraçao, por ai vai...
Enfim, pra minha surpresa, fui bem recebida por minhas palavras, um maluco saiu de casa no meio da noite por causa delas. Sério, acabou de passar aqui!
Sabe-se lá por que cargas d'água... mas agora fiquei bem. Nao to depre, to feliz, to de volta, Cidade Baixa que me aguarde! Vai faltar cerveja por essas bandas!
Só fiquei me questionando, como pode passar assim? Não descobri nada que já nao soubesse, acho que só me dei conta do que já sabia. Não quero virar amante, nao quer ser a outra, nao quero estragar o namoro de ninguem, nao quero que a mina leve um chifre por minha causa!
Quero curtir, relaxar, sem cobranças, sem disfarces, sem "lugares que nao posso passar", sem nada disso! Quero naturalidade, que as coisas fluam, e que seja bom, enquanto estiver bom.
Afinal, a vida tem que ser leve, e já disse a Bethania "a felicidade se encontra nas horinhas de descuido". Quero estar aberta pra essas horinhas quando elas passarem. Nao quero que elas escapem pelos meus dedos, assim, sem mais nem menos. Prometo que tambem nao vou aprisiona-las.
O mundo deve ser livre, o coração, a fala, os pensamentos... por hora liberto estas palavras, mais tarde posso libertar meus sentimentos, quem sabe? O mais provavel é que eles se libertem de mim num momento de descuido.

sábado, 19 de setembro de 2009

Infinito céu...




Como seria o céu? Não quero discutir religião, mas apenas filosofar. E se cada um pudesse ir para o Céu que quisesse?
No meu céu, faria sol, mas não um sol de queimar, um sol gostoso, com uma brisa soprando. Só choveria nos dias tristes, pra eu poder ficar em casa, olhando a rua através da janela molhada.
Haveria muita natureza, mato, árvores e grama, mas não haveria insetos, nem plantas que dessem coceira. Haveria rios e lagoas, mas com água morna, nada de água gelada. E também um ótimo serviço de bar que não cobraria 10%! Há, com um garçom que conheceria as pessoas pelo nome.
Os cachorros não cagariam, muito menos no meio do caminho. E não federiam também. Seriam treinados e cheirosos.
Todas as noites haveria uma boa roda de samba, que começaria no fim da tarde e iria ate o sol nascer. E todas as pessoas saberiam cantar, ou tocar ou dançar. E seriam sinceras.
Cerveja daria em arvore, latinhas geladas da mais pura cevada, que obviamente não engordariam. Aliás comida não engordaria. Todos teriam o peso que quisessem, assim como o cabelo e a idade.
Não existiriam problemas sociais, ninguém passaria frio nem fome. Nenhum coração seria solitário ou triste.
Todos estudariam, mas por prazer e curiosidade. Pela pura sede de conhecimento, Nietchze, Platão, Sócrates, Freud, seriam professores nessas “aulas”. Sempre haveria uma boa discussão, com argumentação e retórica.
Sou favorável que a ressaca permaneça, afinal é ela que nos lembra da noite anterior existiu mesmo. E que as pessoas trabalhem, mas que percebam o valor disso. Não tenho certeza quanto a permanência do dinheiro como o conhecemos, mas alguma moeda de troca devia existir. Não pensei nos detalhes.
Existiria a dor, a saudade, o amor, a dor de cotovelo, o medo da rejeição, a ansiedade pelo dia seguinte, a curiosidade pelo novo. Precisamos desses sentimentos pra nos manter atentos.
Também existiria o amor, o carinho, a amizade, acima de tudo a amizade verdadeira. Todos teriam uma melhor amiga pra socorrer os dias tristes e aliviar a dor das frustrações.
Todos os domingos haveria um grande almoço em família, as avós cozinhariam, e todos estariam felizes por estarem juntos.
Jura né? Só aqui mesmo... mas enquanto esse Céu não vem, ficamos por aqui mesmo, com este paraíso e inferno que cultivamos todo dia. Por hora, meu céu são as amizades infinitas, e a festinha nossa de cada dia.

sábado, 22 de agosto de 2009

Bergamotas


Sabado à tarde, sol, chimarrao, bergamotas, redenção.... Por hoje me basta isso!
Li ontem em um blog chamado "Degustando Memórias" (maravilhoso, recomendo, é do meu tio que amo demais!), uma crônica que falava sobre as relaçoes com a cidade. Bom, devo estar na melhor fase do meu namoro com Porto Alegre ultimamente.
Acho que o fato de se sentir incluido em algum lugar, te faz pertencer a ele, e vice versa. Pertenço a Porto Alegre, a cada um dos seus bares, cada museuzinho, cada rua do centro (aliás, o centro é lindo no fim de tarde, principalmente aos fins de semana, quando nao está superlotado), cada rua da cidade baixa, os espaços da redençao, e todos os chavões que me forem permitidos!