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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Receita de ano novo




 
Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?) 





Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas 
nem parvamente acreditar que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver
 

Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


terça-feira, 15 de junho de 2010

Simples como chocolate

Essa semana foi de pagamento. Recebi a bolsa do estágio e paguei as contas do mês. Isso quer dizer que em 5 dias estarei tão lisa quanto semana passada.
Caralho, isso não acaba nunca, quando uma prestação acaba, outra começa, geralmente não por vontade minha. As contas se acumulam, se alternam, se repetem, atrasam, são parceladas, se acumulam, chegam todas ao mesmo tempo, e assim sucessivamente...
Nessa tarde ganhei uma barrinha de chocolate, aquelas recheadas com creme de morango, sabe? Não lembro o nome, uma dessas comunzinhas que têm no caixa do supermercado.
Pois essa barrinha inocente explodiu em lembranças na minha cabeça.
Quando era criança (ah, que saudades que eu tenho do meu tempo de criança, que saudade ingrata...), sempre pedia um ovo de chocolate com morango na páscoa.
Daí eu lembrei do gosto que o bendito chocolate tinha: gosto sem culpa! Apenas o doce, sem pensar nas calorias, na gordura trans, na celulite, na corrida que vou fazer porque quebrei a dieta! Coner chocolate porque deu vontade, não porque preciso de doce na TPM. Simplesmente sabor. E comer cada pedacinho, curtindo, saboreando, lambuzando, e nem aí pro farelo na cama!
Ao mesmo tempo, lembrei que meus pais faziam pegadinhas de coelho pela casa, e me acordavam cedinho: "filha, o coelho deixou um presente, vamos procurar!"
Ah, e o pijama peluciado, e o calorzinho da casa fechada de manhã, meus pais se prestando à brincadeira... que coisa boa.
Pode ser que a lembrança seja mais enfeitada do que o acontecido de fato, mas a memória nos prega essa peças!
Sempre que penso na páscoa, lembro do meu pai. Não nos falamos há anos! Não sei porque, mas nessa data a lembrança fica mais forte. Ele não come chocolate, e eu sempre queria comprar amendoim, afinal "amendoim ele come, mãe!"
Eu sabia do prazer da páscoa e do chocolate (embora não tivesse essa consciência), e queria que ele se sentisse feliz com isso também.
Numa daquelas "caçadas", ganhei um bloco de desenho imenso e lápis de cor. O bloco ficou na memória. Desenhei um cavalo imenso, que ficou sem cabeça por causa da minha escassa noção de espaço, mas ficou o cavalo mais lindo do mundo assim mesmo.
Também pensei na minha mãe, pensei nela com tanta força, com tanta saudade... Pensei em tudo que ela passou, o que enfrentou, o jeito despachado, alegre, agitado, sempre com uma cuia na mão e uma risada que alcança tons tão altos capaz de trincar vidros e arrebentar tímpanos (tenho certeza que isso vai acontecer um dia!).
Pensei no apartamento da Santana, da casa na ladeira, daquela páscoa na Argentina, na casa chiquérrima, de uma tia chiquérrima, que sempre me deixava de cara, de um jeito ou de outro.
Isso tudo acontece na metade da barra, que tem só quatro quadradinhos minúsculos.
Depois dessa nostalgia toda, que deve ter durado um ou dois segundos, meus olhos passaram pela pilha de contas de novo, e os dois últimos pedaços tiveram aquele gosto de chocolate pra curar tristeza. Não teve a menor graça.
Essa vida de adulto às vezes cansa.
Tem horas que eu queria que minha mãe resolvesse meus problemas de novo.
Mas é sexta feira, dia de cerveja.
Vale pelo chocolate das páscoas passadas.



Escrito em 11 de junho de 2010. Nada em clima de dia nos namorados, mas tudo bem. 


terça-feira, 18 de maio de 2010

(re) conhecendo

Finalmente a sensação de estar no próprio traço, e não em alheios.
Durante um bom tempo tive a nítida impressão de estar atrapalhando histórias, causando desencontros que nao deveriam ocorrer, atrasando encontros que certamente deviam ocorrer. O mundo acontecia ao meu redor, e eu observava com olhos parados.
Agora tudo está voltando ao normal. .
Estou no meu lugar, na minha história.














 

Telhados de Paris
Nei Lisboa

Venta Ali se vê
Aonde o arvoredo
Inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que um engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que me estranha, mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito


Eu tenho os olhos doidos, doidos, doidos
doidos, doidos, doidos, doidos
Meus olhos doidos, doidos, doidos,
doidos, doidos, doidos
São doidos por ti

 
O tempo se foi
há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
de versos retos, corretos
E o resto de paixão, reguei
Vai servir prá nós
E o doce da loucura
E teu, é meu
Prá usar a sós

Eu tenho os olhos doidos, doidos, doidos
doidos, doidos, doidos, doidos, já vi, mon cherri
Meus olhos doidos, doidos, doidos,
doidos, doidos, doidos
São doidos por ti 

 
Venta Ali se vê
Aonde o arvoredo
Inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
um silêncio sem fim...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

divagações I ...












Fico triste quando vou dormir, me sinto sozinha... sinto falta de um abraço, um pé quente, uma respiraçao ofegante e risadas.
Mas é muito estranho, pois acordo muito bem, e agradecendo por nao ter ninguem com bafo pra me acordar ou ter que expulsar da cama de manha cedo!
Mulheres... quem entende!

segunda-feira, 1 de março de 2010


Será que finalmente consegui te exorcizar?
Não aguentava mais, todo dia, todo dia...
Eis que surge do nada, o cavaleiro de armadura pra me salvar de ti.
Bom, um tanto piegas, mas pelo menos me salvou nesse final de semana, quando eu sabia que estarias tão próximo, e como sempre, tão distante.


=**=

Em tempo, o cavaleiro de armadura me derubou do cavalo.... bom, pelo menos o fim de semana foi divertido, ocupou minha cabeça com outros assuntos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mojitos


Coquetel a base de rum branco, originario de Cuba, só podia!
Novo vício!
Extremamente recomendável!


1 dose de rum branco
1 colheres de açúcar
Suco de 1 limão
1/2 copo de água com gás (cerca de 100 ml)
1 ramo de hortelã (ceca de umas 10 a 12 folhas)
Gelo picado a gosto

Coloque no copo onde vai ser servido o drink, os 4 últimos ingredientes
Amasse bem o hortelã (esse é o segredo do bom mojito)
Depois é só adicionar o rum e o gelo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sempre existe a Praia















Sempre as mesmas historias, as mesmas desculpas, e a mesma concordancia estupida. 
O primeiro suspiro do amor, é o ultimo da sabedoria. Eu já sabia disso.  Agora dane-se.
Se perco uma âncora de uma lado, de outro, descubro a praia. 
E o cheiro de praia, e o gosto de praia...
E eu nem sabia que ela estava ali, o tempo todo!
E isso é muito mais leve, muito mais facil de lidar, muito mais divertido.
Não, não é um novo romance. É simplesmente a descoberta.
Definitivamente, não é o melhor momento para romances, mas a descoberta, é sempre válida.
Sempre divertida, descompromissada.
Adoro noites surpreendentes com pessoas inesperadas!
E que seja leve, tão leve que o tempo nunca leve! 

sábado, 22 de agosto de 2009

Bergamotas


Sabado à tarde, sol, chimarrao, bergamotas, redenção.... Por hoje me basta isso!
Li ontem em um blog chamado "Degustando Memórias" (maravilhoso, recomendo, é do meu tio que amo demais!), uma crônica que falava sobre as relaçoes com a cidade. Bom, devo estar na melhor fase do meu namoro com Porto Alegre ultimamente.
Acho que o fato de se sentir incluido em algum lugar, te faz pertencer a ele, e vice versa. Pertenço a Porto Alegre, a cada um dos seus bares, cada museuzinho, cada rua do centro (aliás, o centro é lindo no fim de tarde, principalmente aos fins de semana, quando nao está superlotado), cada rua da cidade baixa, os espaços da redençao, e todos os chavões que me forem permitidos!