Mostrando postagens com marcador P.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador P.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Colecionando boas lembranças

Em dias como hoje, é bom ter na memória momentos que nos fazem acreditar que tudo vai dar certo.


E vai dar sim.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Detesto



"No entanto, do fundo do coração te agradeço o desespero que me causas, e detesto a tranqüilidade em que vivi antes de te conhecer."

(Sóror Mariana Alcoforado: Cartas Portuguesas)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Intuição

Se tem uma coisa que aprendi nesses anos, foi a confiar na minha intuição.
Ela pode não ser precisa como uma adivinhação do futuro, ou mensagens de santos, mas ela funciona. Já me deu provas disso.
E nessa noite, ela piscou pra mim outra vez. Não me disse nomes, nem fatos, mas me mandou ficar alerta: Abra os olhos! Tem alguma coisa por ai.
E lá vamos nós de novo...

quinta-feira, 1 de março de 2012

No quiero otros besos...

"No quiero otros besos, ni otros abrazos, ni otro número de teléfono que me llame por las noches. Porque me encanta tu sonrisa, la adoro. Adoro tus abrazos y tus locuras. Me encanta que me hagas reír. Me gusta cuando me miras y cuando sonríes sin ninguna razón. Adoro que me hagas tus tipicas bromas, aunque me enoje y creas que las odio. Adoro tu forma de hablar, tus gestos y tu aroma. Me encanta estar contigo porque se me olvida todo. Supongo que en realidad, no adoro todo eso. Me gusta solamente porque lo haces tu."


(via http://auroraine.blogspot.com/)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Para Viver Um Grande Amor




Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

 
MORAES, Vinícius. Pra viver um grande amor. In: ______. Para Viver Um Grande Amor. José Olympio: Rio de Janeiro, 1984. p. 130.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Amarelo

É sempre assim. Tudo está perfeito, até que não está.
E a partir desse momento, algumas coisas (coisinhas, detalhes) começam a me incomodar. Sempre estiveram ali, mas agora estão pintadas de amarelo.
Eu odeio amarelo.