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segunda-feira, 11 de março de 2013

Sempre que tomo uma decisão, é como se fosse para sempre. Não me desabo para mudanças que acho que serão por pouco tempo. Isso é parte de mim, sempre tive essa mania. Um namoro, é pra durar para sempre, um emprego, é pra ficar até me aposentar. Uma mudança de casa, é pra ficar muitos e muitos anos. Claro que nada nunca foi eterno. Nem tive a ilusão que seria, mas minha atitude é essa.
Dessa vez ainda não sinto esse "para sempre". Ainda não me sinto em casa, ainda não me encaixei.
Me sinto insegura, com medo, sozinha.
Sempre gostei de ficar sozinha, moro sozinha faz anos, mas pela primeira vez, me sinto só. E não é bom.
Tem dias que a coisa funciona melhor, mas hoje, especialmente hoje, na segunda feira das lamentações, me sinto só.
O bom da vida, é que as coisas mudam, alias, as ultimas mudanças foram muito positivas, mas eu já estou com saudade de me acomodar.
Eterna insatisfação.
Por isso tem gente que prefere cachorros.

domingo, 2 de setembro de 2012

Enfim


Chegou então? Nem reparei que já estava na hora. Seja bem vinda, espero que seja uma visita muito agradável como a que acabou de sair. Sabe que vocês são bem parecidas? Sério! Pois então, só muda um pouco o olhar, experiente talvez? Não, experienciado mesmo. Aconteceu tanta coisa com ela, nossa. E sou muito grata por cada uma dessas experiências.
Só pra você já ir se acostumando: foi um ano de realizações, concurso, namoro, academia, faculdade... defendi meu tcc, e me formei. Com A! Tirei meu CRB: 10/2186. Fui chamada num concurso (ok, não é o melhor concurso que já fiz, mas por hora está servindo.), estou trampando horrores, e mudando diversos paradigmas. Estou namorando. Sim, amo. Sim, tenho várias dúvidas. Claro, também acho. Devem ser os calos das experiências passadas. Provavelmente é. E sei que faço várias coisas lembrando das cicatrizes passadas. Saudade de quando era mais nova, e mais inocente, que acreditava que o amor não podia doer e que era simples. É só amor, misturado e intensificando em todo o resto.
Entrei na academia, como parte do meu plano para antes dos 30. Acabei engordando, acredita? Choquei também. Essa semana nem fui, mas segunda feira to voltando.
O bom é que tu ta chegando agora, hoje, nesse exato momento que dei a volta por cima dos meus próprios fantasmas, e me dei conta de como tudo vai se ajeitando.
Recebi um lindo poema hoje:

Se chegar não é meu compromisso,
o que me interessa mesmo é caminhar...

É isso mesmo, mais simplicidade, menos preocupação, menos drama, menos conflito. não vou ficar pensando demais sobre como está, e vou focar no como vai ser. Quero viajar, me tatuar, fazer outra faculdade, ou uma pós quem sabe? Por hora, me basta este sentimento. Não é comum sentir. Acho que estou feliz, só isso. Dormir sem preocupação faz toda a diferença.

domingo, 19 de junho de 2011

O SOBREVIVENTE



Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.
Impossível escrever um poema - uma linha que seja - de verdadeira poesia.
O último trovador morreu em 1914.
Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.

Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.
Se quer fumar um charuto aperte um botão.
Paletós abotoam-se por eletricidade.
Amor se faz pelo sem-fio.
Não precisa estômago para digestão.

Um sábio declarou a O Jornal que ainda falta
muito para atingirmos um nível razoável de
cultura. Mas até lá, felizmente, estarei morto.


Os homens não melhoram
e matam-se como percevejos.
Os percevejos heróicos renascem.
Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.
E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio.

(Desconfio que escrevi um poema.)

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 30 de abril de 2011

Antítese

Como pode passar um coração do dilúvio à seca?
Preciso aprender a buscar as coisas nos lugares certos.
A paz que estou precisando, não está nas multidões, não está nas noites, e tampouco num copo de cerveja.
Mas às vezes é difícil ficar em silêncio com meus pensamentos, não sei se estou preparada pra ouvir o que eles tem pra me dizer.
Mudar o enredo dos pensamentos não é fácil, e só porque um filme saiu de cartaz, não quer dizer que eu não veja as reprises.
Elas ajudam, sim. Gastam. Cada vez que projeto uma, ela fica mais amena, mais distante, menos dolorida. E a cada projeção, mexo com as cores. Crio uma intriga aqui ou ali, idealizo uma cena, mudo os personagens de lugar, ou em algumas projeções mais doloridas, destaco um personagem: de coadjuvante à protagonista.
Pra nao ficar assistindo essas reprises, busco a noite, o barulho, pessoas, outros pensamentos. Descubro assombrada que não tenho muita paciência pra nada disso. Quero as pessoas, mas não quero. Quero a noite, mas quero estar em casa. Quero o barulho, mas ele me incomoda.
Nada me satisfaz.
Estou buscando coisas erradas nos lugares errados, ou melhor, estou buscando não sei o que, em qualquer lugar.
Sei que preciso encontrar o foco de novo, uma tsunami passou e mudou todos os planos, agora, eu me viro com os destroços. Não, nem tudo é tragédia. Minha casa interior está sendo reconstruída. Amigos, família, religião, tudo isso está recriando os alicerces, logo mais, vem a decoração. Logo mais ela será habitada.
Logo mais... logo mais eu volto. Inteira.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Em atraso

Eu sei, mesmo não tendo regularidade nas publicações, eu to bem atrasada com tudo nesse blog!
Trocentas coisas importantes/interessantes/memoráveis aconteceram, e eu não manifestei uma palavra a respeito. A minha desculpa é que isso é parte do efeito férias, que reduziu minha capacidade intelectual a níveis semelhantes ao de uma samanbaia.
Mas prometo que pelo menos vou pensar a respeito desse débito.
Enquanto isso, imagens bonitinhas pra ocupar espaço.
Todas foram retiradas do site http://bookspaperscissors.tumblr.com/

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sonhos I

Depois de um longo trabalho, pesquisando e coletando dados, ela resolveu seguir a dica de alguém, cujo rosto não ser recordaria nunca mais. O homem lhe falava pra entrar na água, ela ia gostar.
Tratava-se de um rio pequeno, com algumas pedras grandes no seu leito, não era mais largo que alguns poucos metros,mas era fundo o suficiente para que pudesse ficar de pé e com a cabeça pra fora.
A princípio, a água parecia gelada, mas rapidamente essa sensação passou, e o rio mostrou-se quente e confortável, poderia passar horas ali dentro.
Alguns amigos estavam do lado de fora, observando das pedras, mas nenhum entrou, apenas observavam e sorriam com o seu deslumbramento.
Estar dentro daquele rio transmitia tanta calma, tanta paz... ela podia sentir o sol no seu rosto, e a água refrescando seu corpo, e aquela água tão clarinha, tão transparente, que podia ver a unha de seus pés pintados de roxo. Ali dentro encontrou a paz que não encontrava há muito tempo. Finalmente tudo fez sentido. Finalmente conseguiu perdoá-lo. Finalmente encontrou forças para seguir em frente.


No meio de toda essa epifania, quando parecia que aquele momento não poderia ser mais mágico, uma grande surpresa acontece. De repente, ela vê uma agitação na água, vindo da cabeceira do rio.
São peixes, centenas deles. Mais do que isso, são carpas, coloridas e brilhantes, laranja, rosa, pretas e brancas.
Elas passam por ela, beliscam seu corpo, nadam ao seu redor, como numa dança mágica.
A carpa representa força para alcançar os objetivos, perseverança, superação, conquista. Representam jóias vivas que nadam.
Com certeza, esse sonho é um presente, foi uma visita a algum lugar espacial.
E trará boa sorte.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

No centro

Nas caixas de papelão que servem de vitrine, os ambulantes vendem e anunciam dois filmes nacionais que mais estão fazendo sucesso no momento: Tropa de Elite 2 e Nosso Lar. Com certeza isso quer dizer alguma coisa...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Momento não tô nem um pouco a fim de escrever

Geralmente a vontade súbita de postar no blog aparece quando eu preciso fazer outra coisa, geralmente muito importante, e fico arranjando desculpas interiores e brigando comigo mesma, pra não fazer.








quarta-feira, 26 de maio de 2010

Anjos




Ontem à noite, encontrei dois anjos. Não no sentido religioso da coisa, nao anjos com asas e roupas brancas, e tocando harpas. Aliás, ambos tocam, mas tambores e flautas. Tocam uma música cheia de ritmo, falam de amor e de saudade, e sentem esse amor com tanta intensidade, que te fazem sentir pequeno por nunca ter conseguido amar assim. Mas eles nao te condenam, ainda assim, eles te amam, e te tratam bem, e te acolhem e abraçam, e te beijam, e dizem que gostam muito de ti. Que loucura perceber que esse corpo e alma cheio de desvirtudes, pode alegrar aos anjos...

Ontem, quando percebi que eram anjos, era madrugada, e eu já estava naquele estado de consciência que alterna entre o plano físico e o etéreo (o que na verdade é uma maneira muito mais bonita de chamar meu estado de bebedeira), mas pude ver com muita clareza.
Um deles, a mais delicada, tem o corpo magro, e os olhos agitados, esses olhos se impresionam com o mundo, e tem tanto amor, mas tanto amor, que parece até que esse mesmo amor que a alimenta, a faz sofrer. Esse anjo ri, bebe, recita poesias, sonha, se apaixona, e faz todos ao seu redor se apaixonarem também. Esse anjo cativou todas as crianças ao redor, é livre, absolutamente livre, e por isso os homens tambem se apaixonam por seu corpo miúdo, que contrasta com sua alma imensa.
O outro anjo, (se é que anjos tem sexo) era um homem. Ele também era lindo, tinha até os cabelos cacheados. Ele toca, e dança, e brilha, e fez com que eu me apaixonasse. Seus olhos sao vivos, sua emoçao, sua empolgação, sua vontade de mudar o mundo contagia quem se aproxima. E quando ele pronuncia  seus sábios conselhos de ancião o mundo pára.
Tem tanto que deixei de falar, da coragem, da poesia, da magia da companhia deles, da energia leve que os acompanha...
Exagerei? Foi assim que os vi ontem. Lindos e livres, com Neruda, cerveja e lua cheia.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Divagações II...

E quando finalmente ela resolveu se deixar levar, e tentar se apaixonar, e curtir toda essa novidade, ele mudou de idéia. Já não queria insistir nessa história ...
Exatamente como previsto.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

divagações I ...












Fico triste quando vou dormir, me sinto sozinha... sinto falta de um abraço, um pé quente, uma respiraçao ofegante e risadas.
Mas é muito estranho, pois acordo muito bem, e agradecendo por nao ter ninguem com bafo pra me acordar ou ter que expulsar da cama de manha cedo!
Mulheres... quem entende!

quarta-feira, 14 de abril de 2010













Parnasianismo Concreto, ou Contretismo parnasiano?

A perfeição da forma, e de conteúdo...

Parnasoconcreto

Pura bobagem!

quarta-feira, 24 de março de 2010


Sei o que me faz bem.
Estar de boa com as infinitas, rir com o pessoal da faculdade, yoga, chimas na redenção, bar na sexta de noite, samba bem dançado, ler antes de dormir, comida da vó, ficar com a família, falar bobagem com a mãe, nascer do sol de mãos dadas, beijo na chuva, estar apaixonada, rezar, silêncio de igreja, baforada de preto velho, passe de centro espírita, cozinhas com muitos temperos, disco de vinil, mar de Santa Catarina, cheiro de arruda, lembrar do passado, goiaba do pé, vinho no inverno, emagrecer, banho com sabonete da Natura, sapato que não machuca, roupa com cheiro de nova, acabar uma prestação, achar dinheiro no bolso, discutir política, gente interessante, churrasco do semestre, fazer os outros rirem, beijo na boca, ler e gostar depois, falar e nao se arrepender, encontrar amigos de muito tempo, verdura comprada na feira, olhos com brilho de vida, nostalgia, esperança.
É uma lista grande.
Vou usar pra quando me sentir desanimada com alguma coisa.
Aceito sugestões pra aumentá-la!!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Gloss com sabor de cerveja!

Coisas da Heineken, lançaram um gloss com sabor de cerveja, o problema é a propaganda machista dizendo que os homens vao gostar, e as mulheres, nem tanto.
Mas ainda assim fiquei curiosa.


E o gloss está a venda no site da Heineken, por 4,90 euros.




sábado, 19 de setembro de 2009

Infinito céu...




Como seria o céu? Não quero discutir religião, mas apenas filosofar. E se cada um pudesse ir para o Céu que quisesse?
No meu céu, faria sol, mas não um sol de queimar, um sol gostoso, com uma brisa soprando. Só choveria nos dias tristes, pra eu poder ficar em casa, olhando a rua através da janela molhada.
Haveria muita natureza, mato, árvores e grama, mas não haveria insetos, nem plantas que dessem coceira. Haveria rios e lagoas, mas com água morna, nada de água gelada. E também um ótimo serviço de bar que não cobraria 10%! Há, com um garçom que conheceria as pessoas pelo nome.
Os cachorros não cagariam, muito menos no meio do caminho. E não federiam também. Seriam treinados e cheirosos.
Todas as noites haveria uma boa roda de samba, que começaria no fim da tarde e iria ate o sol nascer. E todas as pessoas saberiam cantar, ou tocar ou dançar. E seriam sinceras.
Cerveja daria em arvore, latinhas geladas da mais pura cevada, que obviamente não engordariam. Aliás comida não engordaria. Todos teriam o peso que quisessem, assim como o cabelo e a idade.
Não existiriam problemas sociais, ninguém passaria frio nem fome. Nenhum coração seria solitário ou triste.
Todos estudariam, mas por prazer e curiosidade. Pela pura sede de conhecimento, Nietchze, Platão, Sócrates, Freud, seriam professores nessas “aulas”. Sempre haveria uma boa discussão, com argumentação e retórica.
Sou favorável que a ressaca permaneça, afinal é ela que nos lembra da noite anterior existiu mesmo. E que as pessoas trabalhem, mas que percebam o valor disso. Não tenho certeza quanto a permanência do dinheiro como o conhecemos, mas alguma moeda de troca devia existir. Não pensei nos detalhes.
Existiria a dor, a saudade, o amor, a dor de cotovelo, o medo da rejeição, a ansiedade pelo dia seguinte, a curiosidade pelo novo. Precisamos desses sentimentos pra nos manter atentos.
Também existiria o amor, o carinho, a amizade, acima de tudo a amizade verdadeira. Todos teriam uma melhor amiga pra socorrer os dias tristes e aliviar a dor das frustrações.
Todos os domingos haveria um grande almoço em família, as avós cozinhariam, e todos estariam felizes por estarem juntos.
Jura né? Só aqui mesmo... mas enquanto esse Céu não vem, ficamos por aqui mesmo, com este paraíso e inferno que cultivamos todo dia. Por hora, meu céu são as amizades infinitas, e a festinha nossa de cada dia.