terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Os amigos invisíveis

Fabrício Carpinejar


















Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade.
Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.
Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão.
Amizade não é dependência, submissão.
Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra.
É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa.
Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas.
E já se está falando mal dele por falta de notícias.
Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva?
A proximidade física nem sempre é afetiva.
Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto.
É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios.
São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade.
Aqueles que não estão perto podem estar dentro.
Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente.
Não vou mentir a eles: vamos nos ligar? num esbarrão de rua.
Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados.
Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos.
Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação.
Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca.
É glicose no sangue.
A serenidade.




sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Testes em animais



Mudando um pouco o foco, de dramalhões pessoais, para coisas realmente importantes, comecei faz algum tempo a me preocupar com a origem daquilo que consumo.                                                     Voltei a ser vegetariana faz alguns meses, e to achando ótimo. Não precisei ver vídeos com cenas de matadouros e tal, pra ter convicção disso, basta ler um pouco mais a respeito. Tem zilhares de sites na internet que mostram porque cada vez mais pessoas deixam de comer carne. Cada um que procure por si, não vou dar uma de "eco mala" e ficar pregando pra todo mundo.
Simplesmente, acho que não tem porque um bicho morrer, pra eu me alimentar, ainda mais com todas as opções que existem por ai.
Mas enfim, além de tirar a carne do cardápio, tento só comprar frutas e verduras na Feira Orgânica da Redenção. Na medida do possível, claro, nem sempre dá pra radicalizar. Alguém já parou pra ler sobre o perigo dos agrotóxicos? Sabia que o Brasil é um dos países que mais utilizam agrotóxico na lavoura? Sabia que um brasileiro consome em média, 5l de agrotóxico por ano? Também tem milhares de sites denunciando isso, procura quem quer.
E agora, recentemente, comecei a ler sobre os Testes em Animais. Acontece que várias empresas realizam testes de sensibilidade, de toxidade, de colisão e outros milhares. Mas não precisam, não pra da comparar o efeito de um remédio em um coelho, e em um ser humano, oi? Ou alguém vai no veterinário quando precisa de uma receita? Nesses experimentos usam coelhos, macacos, cachorros, gatos, ratos e até animais maiores como vacas. Se tem tanta gente que se preocupa com animais abandonados, porque esse assunto é tão ignorado?
Encontrei essa lista nesse site. Achei muito útil, porque fica fácil de memorizar.
Fica a dica! ;)



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Poema XIV

Juegas todos los días con la luz del universo. 
Sutil visitadora, llegas en la flor y en el agua. 
Eres más que esta blanca cabecita que aprieto 
como un racimo entre mis manos cada día. 

A nadie te pareces desde que yo te amo. 
Déjame tenderte entre guirnaldas amarillas. 
Quién escribe tu nombre con letras de humo entre las estrellas del sur? 
Ah déjame recordarte cómo eras entonces, cuando aún no existías.

De pronto el viento aúlla y golpea mi ventana cerrada.
El cielo es una red cuajada de peces sombríos. 
Aquí vienen a dar todos los vientos, todos. 
Se desviste la lluvia. 

Pasan huyendo los pájaros. 
El viento. El viento. 
Yo sólo puedo luchar contra la fuerza de los hombres. 
El temporal arremolina hojas oscuras 
y suelta todas las barcas que anoche amarraron al cielo. 

Tú estás aquí. Ah tú no huyes. 
Tú me responderás hasta el último grito. 
Ovíllate a mi lado como si tuvieras miedo. 
Sin embargo alguna vez corrió una sombra extraña por tus ojos. 

Ahora, ahora también, pequeña, me traes madreselvas,
y tienes hasta los senos perfumados. 
Mientras el viento triste galopa matando mariposas 
yo te amo, y mi alegría muerde tu boca de ciruela.

Cuanto te habrá dolido acostumbrarte a mí, 
a mi alma sola y salvaje, a mi nombre que todos ahuyentan. 
Hemos visto arder tantas veces el lucero besándonos los ojos 
y sobre nuestras cabezas destorcerse los crepúsculos en abanicos girantes. 

Mis palabras llovieron sobre ti acariciándote.
Amé desde hace tiempo tu cuerpo de nácar soleado. 
Hasta te creo dueña del universo. 
Te traeré de las montañas flores alegres, copihues, 
avellanas oscuras, y cestas silvestres de besos.


Quiero hacer contigo 
lo que la primavera hace con los cerezos. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mais detalhes

Ando tão cansada de relevar, desculpar, deixar pra lá, não me importar com detalhes... na verdade ando muito de saco cheio de engolir "sapinhos" pela vida. Não quero ser racional, quero gritar, espernear, dizer que tô sim, puta da cara! E foda-se se tu não vai gostar de ouvir! E na hora não pensar que quando esfriar a cabeça, tudo vai ter outra conotação. 
Queria conseguir dizer o que eu tenho vontade, na hora errada, por que na hora certa, já não tem o mesmo desabafo, fica mais como um conselho.
Odeio ser negligenciada. Odeio que me ignorem.
Odeio ficar esperando.
Odeio ser esquecida.
Odeio mais ainda ter me importado tanto com isso.
Nessas horas eu sinto inveja daquelas pessoas que falam o que pensam, sem pudores, sem vergonha e sem a menor preocupação. Maldita mania de ser educadinha, o máximo que consigo é uma ironia boba. E alguém não me levando a sério.
E nem é tpm...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sushi vegetariano

Fica a dica!
Sushi totalmente vegetariano.
Apenas para telentrega programada.
Baratinho, 15 pilas, mais taxa de entrega.
E muito gostoso, a combinação de temperos e variedade de legumes, torna o salmão e o kani desnecessários.


Esses são os meus preferidos:


Nigiris de shitake, tomate seco com rúcula, e manga com rúcula!







Sushis de PVT ao molho teriyaki

      Gunka-Maki de Quinoa real, meu preferido na vida! Além do Pasta de cogumelo com alho poró e broto de trevo, envolto por uma fina fatia de cenoura

Se alguém ficou curioso, pode pedir pelo blog: http://pranasushi.blogspot.com/