sexta-feira, 18 de março de 2011

A fruta aberta

Um presente para Belizario, que apesar da distância,
se mantém sempre presente, constante e intenso,
como sempre foi. Nos meus pensamentos,
nas minhas palavras, na minha alma, na minha boca. 


Agora sei quem sou.
Sou pouco, mas sei muito,
porque sei o poder imenso
que morava comigo,
mas adormecido como um peixe grande
no fundo escuro e silencioso do rio
e que hoje é como uma árvore
plantada bem alta no meio da minha vida.


Agora sei as coisa como são.
Sei porque a água escorre meiga
e porque acalanto é o seu ruído
na noite estrelada
que se deita no chão da nova casa.
Agora sei as coisas poderosas
que valem dentro de um homem.


Aprendi contigo, amada.
Aprendi com a tua beleza,
com a macia beleza de tuas mãos,
teus longos dedos de pétalas de prata,
a ternura oceânica do teu olhar,
verde de todas as cores
e sem nenhum horizonte;
com  tua pele fresca e enluarada,
a tua infância permanente,
tua sabedoria fabulária
brilhando distraída no teu rosto.


Grandes coisas simples aprendi contigo,
com o teu parentesco com os mitos mais terrestres,
com as espigas douradas no vento,
com as chuvas de verão
e com as linhas da minha mão.
Contigo aprendi
que o amor reparte
mas sobretudo acrescenta,
e a cada instante mais aprendo
com o teu jeito de andar pela cidade
como se caminhasses de mãos dadas com o ar,
com o teu gosto de erva molhada,
com a luz dos teus dentes,
tuas delicadezas secretas,
a alegria do teu amor maravilhado,
e com a tua voz radiosa
que sai da tua boca
inesperada como um arco-íris
partindo ao meio e unindo os extremos da vida,
e mostrando a verdade
como uma fruta aberta.

Thiago de Mello

quinta-feira, 10 de março de 2011

Em atraso

Eu sei, mesmo não tendo regularidade nas publicações, eu to bem atrasada com tudo nesse blog!
Trocentas coisas importantes/interessantes/memoráveis aconteceram, e eu não manifestei uma palavra a respeito. A minha desculpa é que isso é parte do efeito férias, que reduziu minha capacidade intelectual a níveis semelhantes ao de uma samanbaia.
Mas prometo que pelo menos vou pensar a respeito desse débito.
Enquanto isso, imagens bonitinhas pra ocupar espaço.
Todas foram retiradas do site http://bookspaperscissors.tumblr.com/

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sonhos I

Depois de um longo trabalho, pesquisando e coletando dados, ela resolveu seguir a dica de alguém, cujo rosto não ser recordaria nunca mais. O homem lhe falava pra entrar na água, ela ia gostar.
Tratava-se de um rio pequeno, com algumas pedras grandes no seu leito, não era mais largo que alguns poucos metros,mas era fundo o suficiente para que pudesse ficar de pé e com a cabeça pra fora.
A princípio, a água parecia gelada, mas rapidamente essa sensação passou, e o rio mostrou-se quente e confortável, poderia passar horas ali dentro.
Alguns amigos estavam do lado de fora, observando das pedras, mas nenhum entrou, apenas observavam e sorriam com o seu deslumbramento.
Estar dentro daquele rio transmitia tanta calma, tanta paz... ela podia sentir o sol no seu rosto, e a água refrescando seu corpo, e aquela água tão clarinha, tão transparente, que podia ver a unha de seus pés pintados de roxo. Ali dentro encontrou a paz que não encontrava há muito tempo. Finalmente tudo fez sentido. Finalmente conseguiu perdoá-lo. Finalmente encontrou forças para seguir em frente.


No meio de toda essa epifania, quando parecia que aquele momento não poderia ser mais mágico, uma grande surpresa acontece. De repente, ela vê uma agitação na água, vindo da cabeceira do rio.
São peixes, centenas deles. Mais do que isso, são carpas, coloridas e brilhantes, laranja, rosa, pretas e brancas.
Elas passam por ela, beliscam seu corpo, nadam ao seu redor, como numa dança mágica.
A carpa representa força para alcançar os objetivos, perseverança, superação, conquista. Representam jóias vivas que nadam.
Com certeza, esse sonho é um presente, foi uma visita a algum lugar espacial.
E trará boa sorte.

sábado, 22 de janeiro de 2011

L'illusonniste

Fica a dica pra assistir essa animação francesa, muito linda, apesar de muito triste também.


 


Magiciens n'existent pas.